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O Mito Solar



Até o dia 23 de agosto o Sol estará em Leão, signo ao qual rege, e é exatamente por ter como força motriz o Sol que este é um signo tão forte e ambíguo.


É quando transitamos por Leão que nos damos conta de nossa individualidade, ainda que saibamos que somos todos iguais em relação as leis da vida e da morte, percebemos que cada um de nós tem sua forma de atuar perante estas leis. Então, em leão descobrimos nossos dons e talentos, aquilo que é único em nós. Uma pessoa nascida sob este signo que não tenha maturidade emocional interpretará esta informação como: “Eu sou excepcional, tenho algo que ninguém tem, portanto, todos devem me servir.” Aí vemos o lado egoísta e dominador do leonino. Já um leonino maduro sentirá: “Eu sou único, tenho algo que ninguém tem, portanto, preciso distribuir.” Assim constatamos seu lado generoso e criativo.

Se pararmos para observar o Sol entenderemos muito não só sobre o signo de Leão, mas sobre nossa história como humanidade, naquilo que este signo tem a nos ensinar. Sem a energia solar nós não sobreviveríamos, ela é fonte de toda vida em nosso planeta, porém o Sol de longe nos aquece e de perto nos queima, portanto, a história do Sol nos conta sobre um caminho de aprendizado em relação a nossa capacidade de gerir a Luz, nos fala sobre sermos criadores em potencial e sobre o que podemos fazer com esse poder.

Por isso, desde os mais longínquos tempos o homem tem como culto e exemplo o mito solar, e nós estamos familiarizados com esta história desde sempre e não nos damos conta. Quer ver?

O Sol nasce no Leste e morre no Oeste, desde a Suméria até a atualidade nos deparamos com relatos sobre Mestres e Deuses que trazem o conhecimento para humanidade, e “coincidentemente” estes nascem no Oriente e seus ensinamentos correm o mundo em direção ao ocidente.

O Sol por 365 dias percorre 12 constelações, Hércules teve que executar doze trabalhos em sua iniciação, Jesus teve doze discípulos, Jacó teve 12 filhos que deram origem as doze tribos de Israel.

No hemisfério norte durante o Solstício de inverno, nosso astro rei fica por três dias em sua declinação mais baixa, Jesus desce por três dias a Mansão dos Mortos. No dia 25 de dezembro o Sol começa a subir novamente e vai progressivamente se elevando durante os três meses de inverno em direção a primavera, assim encontramos o nascimento e ressurreição do Cristo representados pelo movimento solar, e podemos também observar o herói Sansão que tem seus cabelos (os raios do Sol) cortados por Dalila, que representa a constelação de Virgem, que antecede o Equinócio do Outono no hemisfério Norte, e entre o Outono e a Primavera, os dias são mais curtos que a noite, a força de Sansão (o Sol) mingua.

Muitos outros exemplos poderiam ser dados para contar a história do Sol, mas vamos caminhar para o nosso objetivo na coluna deste mês, o entendimento de que cada um de nós é o herói de sua própria mitologia, e assim como o Sol e todos os seus representantes, vivemos períodos de luz e sombras, períodos de morte e renascimento, de introspecção e criação, e nosso caminho é semelhante ao de todos os mitos solares, nascemos para usar aquilo que é especial em nós, e assim podemos trazer luz ao mundo - aos nossos pequenos mundos – servindo através de nossos talentos. Não importa se nossos nomes estarão em livros de História no futuro, mas seguramente eles estarão no livro da Vida, como memória daqueles que nunca desistiram de ser o que nasceram para ser, conquistadores de seus próprios corações.

©2020 by Fernanda Zannin.